quarta-feira, 26 de agosto de 2020

CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO

 



O Papa: a desigualdade social e a degradação ambiental andam de mãos dadas

“Perante a pandemia e as suas consequências sociais, muitos correm o risco de perder a esperança. Neste tempo de incerteza e angústia, convido todos a aceitarem o dom da esperança que vem de Cristo”: convidou o Papa na audiência geral. É Cristo “que nos ajuda a navegar nas águas tumultuosas da doença, da morte e da injustiça, que não têm a última palavra sobre o nosso destino final”. A economia está doente, devemos sair melhores da pandemia, disse

 “No mundo de hoje, muito poucas pessoas ricas possuem mais do que o resto da humanidade. É uma injustiça que clama aos céus!” Foi o que disse o Papa Francisco na audiência geral desta quarta-feira (26/08), na Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, dando prosseguimento a suas reflexões nesta série de catequeses intitulada “Curar o Mundo” dedicada à pandemia. A catequese de hoje, a quarta da série, teve como tema “O destino universal dos bens e a virtude da esperança”.

 “Perante a pandemia e as suas consequências sociais, muitos correm o risco de perder a esperança. Neste tempo de incerteza e angústia, convido todos a aceitarem o dom da esperança que vem de Cristo”, foi o convite inicial do Santo Padre, que completou: “É Ele que nos ajuda a navegar nas águas tumultuosas da doença, da morte e da injustiça, que não têm a última palavra sobre o nosso destino final”.

 Francisco prosseguiu afirmando que a pandemia pôs em evidência e agravou os problemas sociais, especialmente a desigualdade. “Alguns podem trabalhar de casa, enquanto para muitos outros isto é impossível. Algumas crianças, apesar das dificuldades, podem continuar a receber uma educação escolar, enquanto para muitas outras  houve uma brusca interrupção. Algumas nações poderosas podem emitir moeda para enfrentar a emergência, enquanto que para outras isso significaria hipotecar o futuro.”

 Estes sintomas de desigualdade revelam uma doença social, frisou o Papa, “é um vírus que provém de uma economia doente. É o resultado de um crescimento econômico desigual, que é independente dos valores humanos fundamentais. No mundo de hoje, muito poucas pessoas ricas possuem mais do que o resto da humanidade. É uma injustiça que clama aos céus!”

O Pontífice chamou a atenção para o fato que este modelo econômico é indiferente aos danos infligidos à casa comum: “Estamos perto de superar muitos dos limites do nosso maravilhoso planeta, com consequências graves e irreversíveis: desde a perda de biodiversidade e alterações climáticas ao aumento do nível dos mares e à destruição das florestas tropicais. A desigualdade social e a degradação ambiental andam de mãos dadas e têm a mesma raiz: a do pecado de querer possuir e dominar os irmãos e irmãs, a natureza e o próprio Deus. Mas este não é o desígnio da criação.”

 Dito isso, o Papa lembrou que Deus confiou a terra e os seus recursos à gestão comum da humanidade, para que dela cuidasse. Deus pediu-nos que dominássemos a terra em Seu nome, cultivando-a e cuidando dela como se fosse um jardim, o jardim de todos.

Francisco destacou que “cultivar” quer dizer lavrar ou trabalhar,  “guardar” significa proteger..., preservar. Em seguida, fez uma advertência: “cuidado para não interpretar isto como uma carta branca para fazer da terra aquilo que se quer. “Existe ‘uma relação responsável de reciprocidade’ entre nós e a natureza. Recebemos da criação e damos por nossa vez. Cada comunidade pode tirar da bondade da terra o que precisa para a sua sobrevivência, mas também tem o dever de a proteger.”

 O Santo Padre evocou alguns elementos bíblicos e conceitos contidos no Catecismo da Igreja Católica (CIC) e documentos conciliares que dão embasamento ao princípio do “destino universal dos bens” da terra.

 A terra precede-nos e foi-nos dada, foi dada por Deus “a toda a humanidade” (CIC, 2402). “E por isso é nosso dever assegurar que os seus frutos cheguem a todos, e não apenas a alguns. Este é um elemento-chave da nossa relação com os bens terrenos. Como recordaram os padres do Concílio Vaticano II, ‘quem usa desses bens, não deve considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si mas também aos outros’ (Const. past. Gaudium et spes, 69).”

“A propriedade dum bem faz do seu detentor um administrador da providência de Deus, com a obrigação de o fazer frutificar e de comunicar os seus benefícios aos outros (CIC, 2404).”

A “subordinação da propriedade privada ao destino universal dos bens é uma ‘regra de ouro’ do comportamento social, e o primeiro princípio de toda a ordem ético-social”, asseverou o Papa Francisco.

  “A propriedade e o dinheiro são instrumentos que podem servir para a missão. Mas transformamo-los facilmente em fins individuais ou coletivos. E quando isto acontece – observou Francisco –, os valores humanos essenciais são minados. O homo sapiens deforma e torna-se uma espécie de homo oeconomicus - num sentido menor - individualista, calculista e dominador.”

 “Esquecemos que – continuou o Pontífice –, sendo criados à imagem e semelhança de Deus, somos seres sociais, criativos e solidários, com uma imensa capacidade de amar. De fato, somos os seres mais cooperadores entre todas as espécies, e florescemos em comunidade, como se pode ver na experiência dos santos.”

“Quando a obsessão de possuir e dominar exclui milhões de pessoas dos bens primários; quando a desigualdade econômica e tecnológica é tal que rasga o tecido social; e quando a dependência do progresso material ilimitado ameaça a casa comum, então não podemos ficar de braços cruzados assistindo. Não, isso é desolador.”

 Com o olhar fixo em Jesus “e com a certeza de que o seu amor opera através da comunidade dos seus discípulos, devemos agir em conjunto – foi a exortação do Santo Padre – na esperança de gerar algo diferente e melhor. A esperança cristã, enraizada em Deus, é a nossa âncora. Sustenta a vontade de partilhar, fortalecendo a nossa missão como discípulos de Cristo, que partilhou tudo conosco”. Francisco ressaltou que isso foi compreendido pelas primeiras comunidades cristãs, que, como nós, viveram tempos difíceis.

 “Estamos passando por uma crise. A pandemia nos colocou a todos em crise. Mas lembrem-se: não se pode sair de uma crise da mesma forma, ou saímos melhores, ou saímos piores. Esta é a nossa opção. Após a crise, continuaremos com este sistema econômico de injustiça social e desprezo pelo meio ambiente, pela criação, pela casa comum? Pensemos nisso”, frisou o Pontífice.

Recordando que nas primeiras comunidades cristãs seus membros tinham tudo em comum, dando testemunho da graça de Cristo, o Papa concluiu com uma premente exortação:

“Que as comunidades cristãs do século XXI recuperem esta realidade, dando assim testemunho da Ressurreição do Senhor. Se cuidarmos dos bens que o Criador nos concede, se partilharmos o que possuímos para que ninguém sinta a sua falta, então de fato podemos inspirar a esperança de regenerar um mundo mais saudável e mais justo.”

 “E para concluir – disse Francisco –, pensemos nas crianças. Leiam as estatísticas: quantas crianças, hoje, morrem de fome por uma má distribuição da riqueza, por um sistema econômico como disse antes; e quantas crianças, hoje, não têm direito à escola, pelo mesmo motivo? Que seja esta imagem, de crianças necessitadas por causa da fome e da falta de instrução, que nos ajude a entender que depois desta crise devemos sair melhores!”

 Ao término da catequese, na saudação aos fiéis, dirigindo-se aos de língua portuguesa fez-lhes votos de uma fé grande para ver a realidade com o olhar de Deus e uma grande caridade para aproximar-se das pessoas com coração misericordioso.

FONTE: Vatican News

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

Conheça o hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

Conheça o hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

A Comissão organizadora da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2021 divulgou o hino escolhido por meio de concurso. Composição do frei Telles Ramon com a música de Adenor Leonardo Terra, o hino é marcado pelo convite “Venham todos” em cada estrofe. A CFE 2021 tem como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2, 14a).

O secretário executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro da comissão organizadora articulada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), padre Patriky Samuel Batista, chama atenção para o convite contido na música: “Venham! Em nome de Cristo que é nossa paz, sejamos fraternos, humildes e solidários. Homens e mulheres capazes de viver o diálogo como compromisso de quem ama testemunhando a unidade desejada por Cristo”.

O autor da letra, frei Telles Ramon, foi motivado pelo tema sobre a Unidade dos Cristãos, “sobre a superação de qualquer divisão e polarização presentes nas Igrejas e também na sociedade”, e decidiu iniciar as estrofes com o invitatório “Venham todos…”.

“De fato, a CFE é um grande convite às mulheres, aos homens da sociedade e das Igrejas a se unirem nas diferenças, nas particularidades, mas num único sentido e norte: Jesus Cristo e seu Evangelho”, afirmou frei Telles.

Adenor Leonardo, que compôs a música em parceria com frei Telles, espera que o hino “possa colaborar com o crescimento do movimento ecumênico e, assim, impulsionar o diálogo e o amor como atitudes concretas de conversão para o tempo da Quaresma”.

O músico também partilhou que procurou ater-se “a algumas constantes rítmicas e melódicas presentes na música brasileira, como o uso de divisões rítmicas sincopadas e do ritmo de baião, além de uma escala melódica híbrida, que mescla o modo menor com o modo dórico”.

Aprenda

Baixe a letra e a partitura do hino da CFE 2021.

Confira também um vídeo que ajudará as comunidades de fé a aprender o hino da CFE.

Partilha

Os autores do hino da CFE 2021 comentaram da alegria de ter sua composição escolhida e contaram suas motivações e inspirações na construção da música.

Frei Telles Ramon

Frei Telles Ramon | Foto: arquivo pessoal

Para mim é uma alegria e uma honra ter um texto meu escolhido como letra do Hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021. É a primeira vez que me acontece isso!

No dia 28 de janeiro de 2020, Irmã Selma, diretora do Colégio onde trabalho como professor e capelão, me enviou o link do edital do concurso para o Hino da CFE 2021. Li o edital, comecei a ter umas ideias, mas estava sem inspiração. Quando o concurso foi prorrogado devido à pandemia, faltando uns 20 dias para o término, voltei ao edital e comecei a meditar sobre o tema e lema da CFE 2021.

Por se tratar do tema sobre a Unidade dos Cristãos, sobre a superação de qualquer divisão e polarização presentes nas Igrejas e também na sociedade, decidi iniciar as estrofes com um invitatório (convite) “Venham todos…”. De fato, a CFE é um grande convite às mulheres, aos homens da sociedade e das Igrejas a se unirem nas diferenças, nas particularidades, mas num único sentido e norte: Jesus Cristo e seu Evangelho.

Por isso, a letra do hino ressalta valores e posturas de vida que têm como fonte a Boa Notícia do Reino, ou seja, palavras-chave que reforçam a reflexão ecumênica com toda sua carga teológica: “um só coração”, “mãos dadas”, “caminhar com o Mestre”, ser “testemunhas”, “construamos a unidade”, etc. As estrofes desenvolvem o assunto.

No refrão, como o próprio nome diz, refreia do desenvolvimento das ideias, fazendo-nos voltar à ideia, ao tema central: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (cf. Ef 2,14a).

Que este texto e música possam ajudar as nossas comunidades cristãs a viverem a solidariedade e a unidade que a CFE nos propõe.

Adenor Leonardo

Adenor Leonardo Terra | Foto: arquivo pessoal

É uma satisfação, primeiramente, poder participar do concurso para o hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 e uma alegria ainda maior saber que a proposta que fiz com Frei Telles Ramon foi escolhida.

Quando Frei Telles propôs esta parceria, aceitei-a de imediato, pois o tema do ecumenismo é muito especial para mim. Particularmente, penso que iniciativas em prol de uma mentalidade ecumênica são necessárias e deveriam ser mais constantemente promovidas pelas dioceses, igrejas e comunidades. Sobretudo num tempo onde presenciamos tantos revanchismos e radicalismos, inclusive no âmbito religioso, carecemos de iniciativas que promovam a união, o diálogo e o respeito, a partir do que é comum, que é a fé em Jesus Cristo.

Quanto à música, procurei ater-me a algumas constantes rítmicas e melódicas presentes na música brasileira, como o uso de divisões rítmicas sincopadas e do ritmo de baião, além de uma escala melódica híbrida, que mescla o modo menor com o modo dórico.

Oxalá este hino possa colaborar com o crescimento do movimento ecumênico e, assim, impulsionar o diálogo e o amor como atitudes concretas de conversão para o tempo da Quaresma.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

“Quem se dedica à caridade coloca-se em sintonia com o coração de Deus”, afirma presidente da CNBB

“Quem se dedica à caridade coloca-se em sintonia com o coração de Deus”, afirma presidente da CNBB

O próximo domingo, 19 de julho, é oficialmente, no Brasil, o Dia da Caridade. A Caridade, junto do Pão,  da Palavra e da Ação Missionária, é um dos quatro pilares que devem sustentar a vida das comunidade eclesiais missionárias e a ideia da Igreja nas Casas, defendida pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil de 2019 a 2023, aprovada pelo episcopado brasileiro em sua 57ª Assembleia Geral.

Falando ontem, 16 de julho, em reunião virtual, ao grupo de secretários executivos dos 18 regionais da CNBB, sobre a Ação Emergencial “É Tempo de Cuidar, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, disse ser necessário, na Igreja no Brasil,  fortalecer a caridade, que tem sido intensificada nos últimos meses diante das consequências da Covid-19.

“Eu tenho a impressão que a caridade não desanimou, pelo contrário. Isso é um fato bonito. É preciso articular a caridade para que ela seja inteligente. É nossa missão ajudar na articulação, tem muita coisa sendo feita, mas muita coisa ainda precisa ser articulada”, destacou.

O arcebispo de Belo Horizointe (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, escreveu ao Portal da CNBB sobre o princípio da caridade. “Agir a partir do princípio da solidariedade é urgência e desencadeia muitas mudanças, na sociedade e no próprio coração humano”, defendeu. Leia abaixo a íntegra da mensagem do presidente da CNBB pelo Dia da Caridade.

Princípio da caridade

A caridade não pode ser prática efêmera, que apenas busca promover paz de consciência para quem se dispõe a ajudar. Ela deve orientar todas as dimensões da vida e da sociedade, tornar-se pilar sobre o qual cada pessoa orienta a própria conduta, fazendo-se servo de seu semelhante, que é irmão. A Palavra de Deus orienta: “Não digas ao próximo: ‘Vai embora, volta amanhã, então te darei‘, quando podes dar logo!”. Agir a partir do princípio da solidariedade é urgência e desencadeia muitas mudanças, na sociedade e no próprio coração humano.

Quem se dedica à caridade coloca-se em sintonia com o coração de Deus. Descobre que servir é um remédio, pois permite enxergar, com riqueza, o verdadeiro sentido da vida – ajudar a transformar a realidade de outras pessoas. Se a solidariedade fosse vivida como princípio que ordena a sociedade, o mundo seria diferente, mais justo, solidário e fraterno.

Por isso mesmo, a vivência do Dia da Caridade é rica oportunidade, pois convoca todas as pessoas, de modo especial os cristãos, a reconhecerem que servir tem força transformadora. Jesus, que tudo pode, é Filho de Deus, fez-se pequenino, servo da humanidade. Entregou a sua vida na Cruz para ensinar a cada pessoa o caminho. Possa ser seguida esta bonita via indicada por Jesus: dedicar, cotidianamente, a própria vida ao exercício da caridade.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

Primeiro Encontro de membros do Setor Diocesano de Juventude será on-line

Primeiro Encontro de membros do Setor Diocesano de Juventude será on-line

A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, no próximo 4 de julho, o INTEGRA, o Primeiro Encontro de membros do Setor Diocesano de Juventude. O evento será promovido on-line, pelo YouTube.

O INTEGRA quer responder ao apelo dos jovens que compõem os setores de juventude das dioceses do Brasil, que há alguns anos anseiam por um momento de encontro, como setor, de acordo com a Comissão. O evento será oportunidade para formação, troca de experiências e convívio entre os jovens, mas de forma virtual, por conta da pandemia da Covid-19.

Irmã Valéria Andrade Leal, assessora interna da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, recorda que este espaço de partilha entre jovens acontecia de forma mais esporádica: “Considerando que as expressões já têm seus encontros, pensou-se em dar esta oportunidade também para os membros ativos do Setor Juventude, as equipes de coordenação para fortalecer sua missão. Será um momento de enriquecimento mútuo e de deixar-se contagiar pelo entusiasmo da juventude do Brasil”.

Durante o evento, os jovens poderão compreender a ideia e o funcionamento do Setor Diocesano de Juventude, o “espaço que articula, convoca e propõe orientações para a Evangelização dos Jovens, respeitando o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas, a organização e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns”, de acordo com as indicações do Documento 85 da CNBB “Evangelização da Juventude”. Tudo isso em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e do Documento de Aparecida.

O tema “SETOR DIOCESANO – POR QUÊ?” aprofundará a identidade do Setor Juventude. Para o padre Antônio Ramos do Prado, assessor externo da Comissão para a Juventude da CNBB, este momento também ajudará na tomada de consciência sobre a importância da sinodalidade e comunhão nesse espaço diocesano. “O Papa Francisco vem motivando os jovens a construir pontes e a negar todo tipo de separação, pois o jovem cristão de qualquer expressão juvenil faz parte da videira que é Cristo”, afirmou.

Programação

Das 14h30 às 16h00:
Tema: SETOR DIOCESANO – POR QUÊ?
• Layla Kamila – Jovens Conectados (moderadora), dom Nelson Francelino Ferreira,  bispo da diocese de Valença e Presidente da CEPJ (abertura) e padre Antônio Ramos do Prado (conferência).

Das das 19h30 às 21h00:
Tema: SETOR JUVENTUDE – ESPAÇO DE SINODALIDADE
• Layla Kamila (moderadora) e Irmã Valéria Andrade Leal (conferência)

 

Com informações dos Jovens Conectados

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

Comissão elabora subsídio “Amados e chamados por Deus” para o mês vocacional

Comissão elabora subsídio “Amados e chamados por Deus” para o mês vocacional

O Mês Vocacional, instituído no Brasil há quase 40 anos, vem celebrando e homenageando todas as vocações no decorrer das semanas de agosto.  Em cada uma das semanas deste mês, de domingo a sábado, todos são convidados a voltar as atenções para um grupo específico de vocações.

Neste ano, na primeira semana, de 2 a 8 de agosto, será recordada as vocações dos diáconos, presbíteros e bispos (ministérios ordenados). Na segunda semana, de 9 a 15, é a vez de lembrar da vocação do pai,  mãe e dos filhos (a família). Neste caso, em específico, a Pastoral Familiar celebra a Semana Nacional da Família, com subsídios específicos.

Na terceira semana do mês de agosto, de 16 a 22, é lembrada a vocação das pessoas de vida consagrada (aqueles que fazem os votos de Castidade, Pobreza e Obediência). A Semana Nacional da Vida Consagrada, a partir deste ano, é uma novidade no mês vocacional.

A quarta semana, de 23 a 29, a vocação dos cristãos leigos e leigas e seus diversos serviços na comunidade (ministérios não ordenados) é lembrada. E, no último domingo, dia 30, é celebrado o Dia dos Catequistas, homenageando e valorizando essa vocação tão importante nas comunidades.

Foi justamente pensando em formas de celebrar de forma concreta o mês vocacional e oferecer apoio aos animadores vocacionais que a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elaborou o subsídio “Amados e chamados por Deus”.

“Que todos possam adquirir esse subsídio e utilizá-lo nas bases, com todos os membros das equipes vocacionais”, afirma o assessor da Comissão, padre Juarez Albino Destro.

No subsídio, que está disponível no site da Editora da CNBB, há três propostas de terço vocacional, que poderão ser recitados em família ou em grupo, e três opções de “eventos” ou iniciativas que poderão ser organizados na comunidade: um encontro vocacional para despertar vocações; uma vigília vocacional; e uma leitura orante vocacional. Poderão ser realizados envolvendo – preferencialmente – os jovens.

As propostas, segundo a apresentação do documento, poderão ser utilizadas de acordo com as realidades e necessidades, sem uma ordem sequencial obrigatória. Para a abertura do mês vocacional no dia 1º, um sábado, há a celebração da Vigília Vocacional, por exemplo. E, na conclusão do mês, no dia 31, uma segunda-feira, o Terço Vocacional com os Mistérios da Luz.

Padre Juarez explica, ainda, que o subsídio trouxe a Mensagem do Papa para o 57º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. “Este ano ele resgatou quatro palavras vocacionais: gratidão, louvor, coragem, tribulação. São palavras bastante interessantes de serem aprofundadas para as reflexões durante esse mês de agosto e durante o ano inteiro”, salienta.

“Desejamos que os animadores vocacionais possam celebrar o mês vocacional com muita alegria e disposição, abusando da criatividade e contagiando as comunidades eclesiais para que se sintam vocacionadas e dispostas a dizer sim ao chamado de Deus, de ser operário e operária na messe do Senhor”, finaliza a Comissão na carta de apresentação do documento.

 

Acesse o site da Editora da CNBB e conheça também outras obras: https://www.edicoescnbb.com.br/

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Notícias da Igreja: Diocese de São Miguel Paulista -SP

Mensagem Pastoral

cabecalho

Caros padres, diáconos, leigos e leigas,

“O Altíssimo deu aos homens a ciência, para que pudessem honrá-lo por suas maravilhas. (...) Peca na presença daquele que o criou quem não se submete ao tratamento do médico” (Eclo 38, 6.15)

Estamos vivendo uma das maiores pandemias da história e sabemos quanta dor e sofrimento tem se abatido sobre a humanidade e sobre nosso querido povo da Diocese de São Miguel Paulista, localizada na periferia do extremo leste do município de São Paulo, atual epicentro da pandemia do coronavírus no Brasil, e que conta, aproximadamente, com 3 milhões de habitantes em um território de 198 km2.

No último dia 26 de junho, sexta-feira, reuni-me com os padres coordenadores dos setores pastorais da Diocese, os quais relataram que o contágio pelo coronavírus ainda avança sobremaneira entre a nossa população. Com alegria, também ouvimos quantos esforços tem sido feitos para levar consolo e esperança ao nosso povo, sobretudo por meio das celebrações online, das ações caritativas e de outras iniciativas.

A Igreja sempre foi e sempre será defensora e promotora da vida, seguindo os passos de Jesus, que veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância (cf. Jo 10,10). Por isso, num processo de escuta e discernimento, apesar de compreendermos a saudade que todos sentimos de nossas missas presenciais e a grande fome pelo Pão vivo que é Jesus na Eucaristia, julgamos que este momento, que ainda é crítico, exige de nós prudência e paciência, pois estamos lidando com a vida de nossos irmãos e irmãs.

Sabemos que em vários lugares do Brasil já se retomam as celebrações presenciais, e isto nos alegra. Contudo, cientes de que estamos numa região muito populosa e ainda assolada pelo avanço da doença, somos convidados a prorrogar ainda um pouco mais a reabertura das missas presenciais em nossas paróquias e comunidades que, no entanto, permanecem abertas para a oração pessoal dos fiéis. Enquanto isso, convido a todos os párocos, administradores paroquiais, equipes de Liturgia, ministros leigos e demais agentes de pastoral a iniciarem o processo de adequação de nossos espaços litúrgicos para quando retomarmos as celebrações com o povo, conforme as Orientações da CNBB para as Celebrações Comunitárias no contexto da pandemia da COVID – 19, divulgadas no último dia 21 de maio. Este período de adequação é importante para que estejamos preparados para quando divulgarmos a data de reabertura.

Expresso minha gratidão aos senhores padres pela criatividade com que procuram, de algum modo, fazerem-se próximos de nosso povo; aos membros de nossas paróquias e pastorais que têm realizado muitas ações sociais e caritativas para atender aos que mais necessitam e a todos os que se dedicam, em nossa cidade, aos serviços essenciais. Deus os abençoe e os guarde e que, nossa Mãe, a Senhora da Penha, e São Miguel Arcanjo, patrono de nossa Diocese, intercedam por todos.

São Paulo, 29 de Junho de 2020

Dom Manuel Parrado Carral
Bispo Diocesano de São Miguel Paulista

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

Campanha “É Tempo de Cuidar” arrecada duas mil toneladas de alimentos em todo país

Campanha “É Tempo de Cuidar” arrecada duas mil toneladas de alimentos em todo país

Com dois meses e 14 dias em curso, a Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil “É Tempo de Cuidar”, uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Cáritas Brasileira, se aproxima da marca de 2  mil toneladas de gêneros alimentícios arrecadadas em 89 dioceses brasileiras. Até ontem, 25 de junho, o Comitê Gestor da Campanha contabilizou 1.916,561 kilos de alimentos. A campanha foi lançada dia 12 de abril.

O secretário-executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Patriky Samuel Batista comemora o número: “receber esta notícia renova o nosso compromisso de viver o Evangelho como ação de cuidado”. Mas, por outro lado, adverte: “Recebemos esta notícia com muita alegria mas também certos de que há muito o que fazer”, afirmou ao saber dos resultados.

Segundo ele, muitas dioceses têm feito muitas coisas, ao todo são 278 circunscrições eclesiásticas no Brasil, sendo 217 dioceses e 45 arquidioceses, mas ainda nem todas partilharam e socializaram o que estão realizando.

Segundo informação do Comitê Gestor da Campanha É Tempo de Cuidar, até agora mais de 390 mil pessoas foram beneficiadas. A campanha arrecadou, até o dia 25 de junho, R$ 1.643.934,00 e distribuiu 195.798 alimentos prontos para o consumo, especialmente para a população de rua. Também foram arrecadados 154.084 kits de higiene e limpeza, 154.084 unidades de equipamentos de proteção individual e 88.252 roupas e calçados.

De acordo com o padre Patriky, os itens arrecadados visam atender demandas de primeira necessidade das pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, afetadas pelo contexto de pandemia do novo coronavírus em situações em que o Estado brasileiro não chega.

“Onde a ação do Estado não chega, a mão da Igreja está pronta para apoiar e iniciar verdadeiros processos permanentes de solidariedade, socorrendo necessidades imediatas, sem perder o compromisso de encontrar caminhos. É tempo de cuidar, é tempo de amar, é tempo de despertar o voluntariado e cuidar da solidariedade”, exortou.

Alento para as comunidades vulneráveis

Ação da Campanha É Tempo de Cuidar na diocesa de Bom Jesus (PI)

As arrecadações são distribuídas às comunidades mais vulneráveis que tiveram sua renda extremamente afetada. Para distribuição, cada diocese mapeia os beneficiários a partir das realidades mais críticas e que precisam de atenção maior de cada comunidade.

Portando, a população prioritária da Ação abrange diferentes realidades de pobreza e extrema pobreza em todo território nacional, como as pessoas em situação de rua, migrantes e refugiados, as que vivem em moradias precárias em zonas rurais e urbanas, além dos desempregados/as e trabalhadores/as informais que, neste momento, perderam suas fontes de renda.

O secretário-executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil afirma que o lema bíblico da Campanha da Fraternidade deste ano “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, se tornou um verdadeiro projeto de vida. “Um projeto de vida por aqueles que são capazes de traduzir a compaixão em gestos de solidariedade”, finalizou.

Fonte: CNBB