quinta-feira, 23 de julho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

Conheça o hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

Conheça o hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021

A Comissão organizadora da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2021 divulgou o hino escolhido por meio de concurso. Composição do frei Telles Ramon com a música de Adenor Leonardo Terra, o hino é marcado pelo convite “Venham todos” em cada estrofe. A CFE 2021 tem como tema “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2, 14a).

O secretário executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro da comissão organizadora articulada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), padre Patriky Samuel Batista, chama atenção para o convite contido na música: “Venham! Em nome de Cristo que é nossa paz, sejamos fraternos, humildes e solidários. Homens e mulheres capazes de viver o diálogo como compromisso de quem ama testemunhando a unidade desejada por Cristo”.

O autor da letra, frei Telles Ramon, foi motivado pelo tema sobre a Unidade dos Cristãos, “sobre a superação de qualquer divisão e polarização presentes nas Igrejas e também na sociedade”, e decidiu iniciar as estrofes com o invitatório “Venham todos…”.

“De fato, a CFE é um grande convite às mulheres, aos homens da sociedade e das Igrejas a se unirem nas diferenças, nas particularidades, mas num único sentido e norte: Jesus Cristo e seu Evangelho”, afirmou frei Telles.

Adenor Leonardo, que compôs a música em parceria com frei Telles, espera que o hino “possa colaborar com o crescimento do movimento ecumênico e, assim, impulsionar o diálogo e o amor como atitudes concretas de conversão para o tempo da Quaresma”.

O músico também partilhou que procurou ater-se “a algumas constantes rítmicas e melódicas presentes na música brasileira, como o uso de divisões rítmicas sincopadas e do ritmo de baião, além de uma escala melódica híbrida, que mescla o modo menor com o modo dórico”.

Aprenda

Baixe a letra e a partitura do hino da CFE 2021.

Confira também um vídeo que ajudará as comunidades de fé a aprender o hino da CFE.

Partilha

Os autores do hino da CFE 2021 comentaram da alegria de ter sua composição escolhida e contaram suas motivações e inspirações na construção da música.

Frei Telles Ramon

Frei Telles Ramon | Foto: arquivo pessoal

Para mim é uma alegria e uma honra ter um texto meu escolhido como letra do Hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021. É a primeira vez que me acontece isso!

No dia 28 de janeiro de 2020, Irmã Selma, diretora do Colégio onde trabalho como professor e capelão, me enviou o link do edital do concurso para o Hino da CFE 2021. Li o edital, comecei a ter umas ideias, mas estava sem inspiração. Quando o concurso foi prorrogado devido à pandemia, faltando uns 20 dias para o término, voltei ao edital e comecei a meditar sobre o tema e lema da CFE 2021.

Por se tratar do tema sobre a Unidade dos Cristãos, sobre a superação de qualquer divisão e polarização presentes nas Igrejas e também na sociedade, decidi iniciar as estrofes com um invitatório (convite) “Venham todos…”. De fato, a CFE é um grande convite às mulheres, aos homens da sociedade e das Igrejas a se unirem nas diferenças, nas particularidades, mas num único sentido e norte: Jesus Cristo e seu Evangelho.

Por isso, a letra do hino ressalta valores e posturas de vida que têm como fonte a Boa Notícia do Reino, ou seja, palavras-chave que reforçam a reflexão ecumênica com toda sua carga teológica: “um só coração”, “mãos dadas”, “caminhar com o Mestre”, ser “testemunhas”, “construamos a unidade”, etc. As estrofes desenvolvem o assunto.

No refrão, como o próprio nome diz, refreia do desenvolvimento das ideias, fazendo-nos voltar à ideia, ao tema central: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (cf. Ef 2,14a).

Que este texto e música possam ajudar as nossas comunidades cristãs a viverem a solidariedade e a unidade que a CFE nos propõe.

Adenor Leonardo

Adenor Leonardo Terra | Foto: arquivo pessoal

É uma satisfação, primeiramente, poder participar do concurso para o hino da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 e uma alegria ainda maior saber que a proposta que fiz com Frei Telles Ramon foi escolhida.

Quando Frei Telles propôs esta parceria, aceitei-a de imediato, pois o tema do ecumenismo é muito especial para mim. Particularmente, penso que iniciativas em prol de uma mentalidade ecumênica são necessárias e deveriam ser mais constantemente promovidas pelas dioceses, igrejas e comunidades. Sobretudo num tempo onde presenciamos tantos revanchismos e radicalismos, inclusive no âmbito religioso, carecemos de iniciativas que promovam a união, o diálogo e o respeito, a partir do que é comum, que é a fé em Jesus Cristo.

Quanto à música, procurei ater-me a algumas constantes rítmicas e melódicas presentes na música brasileira, como o uso de divisões rítmicas sincopadas e do ritmo de baião, além de uma escala melódica híbrida, que mescla o modo menor com o modo dórico.

Oxalá este hino possa colaborar com o crescimento do movimento ecumênico e, assim, impulsionar o diálogo e o amor como atitudes concretas de conversão para o tempo da Quaresma.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

“Quem se dedica à caridade coloca-se em sintonia com o coração de Deus”, afirma presidente da CNBB

“Quem se dedica à caridade coloca-se em sintonia com o coração de Deus”, afirma presidente da CNBB

O próximo domingo, 19 de julho, é oficialmente, no Brasil, o Dia da Caridade. A Caridade, junto do Pão,  da Palavra e da Ação Missionária, é um dos quatro pilares que devem sustentar a vida das comunidade eclesiais missionárias e a ideia da Igreja nas Casas, defendida pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil de 2019 a 2023, aprovada pelo episcopado brasileiro em sua 57ª Assembleia Geral.

Falando ontem, 16 de julho, em reunião virtual, ao grupo de secretários executivos dos 18 regionais da CNBB, sobre a Ação Emergencial “É Tempo de Cuidar, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, disse ser necessário, na Igreja no Brasil,  fortalecer a caridade, que tem sido intensificada nos últimos meses diante das consequências da Covid-19.

“Eu tenho a impressão que a caridade não desanimou, pelo contrário. Isso é um fato bonito. É preciso articular a caridade para que ela seja inteligente. É nossa missão ajudar na articulação, tem muita coisa sendo feita, mas muita coisa ainda precisa ser articulada”, destacou.

O arcebispo de Belo Horizointe (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, escreveu ao Portal da CNBB sobre o princípio da caridade. “Agir a partir do princípio da solidariedade é urgência e desencadeia muitas mudanças, na sociedade e no próprio coração humano”, defendeu. Leia abaixo a íntegra da mensagem do presidente da CNBB pelo Dia da Caridade.

Princípio da caridade

A caridade não pode ser prática efêmera, que apenas busca promover paz de consciência para quem se dispõe a ajudar. Ela deve orientar todas as dimensões da vida e da sociedade, tornar-se pilar sobre o qual cada pessoa orienta a própria conduta, fazendo-se servo de seu semelhante, que é irmão. A Palavra de Deus orienta: “Não digas ao próximo: ‘Vai embora, volta amanhã, então te darei‘, quando podes dar logo!”. Agir a partir do princípio da solidariedade é urgência e desencadeia muitas mudanças, na sociedade e no próprio coração humano.

Quem se dedica à caridade coloca-se em sintonia com o coração de Deus. Descobre que servir é um remédio, pois permite enxergar, com riqueza, o verdadeiro sentido da vida – ajudar a transformar a realidade de outras pessoas. Se a solidariedade fosse vivida como princípio que ordena a sociedade, o mundo seria diferente, mais justo, solidário e fraterno.

Por isso mesmo, a vivência do Dia da Caridade é rica oportunidade, pois convoca todas as pessoas, de modo especial os cristãos, a reconhecerem que servir tem força transformadora. Jesus, que tudo pode, é Filho de Deus, fez-se pequenino, servo da humanidade. Entregou a sua vida na Cruz para ensinar a cada pessoa o caminho. Possa ser seguida esta bonita via indicada por Jesus: dedicar, cotidianamente, a própria vida ao exercício da caridade.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

Primeiro Encontro de membros do Setor Diocesano de Juventude será on-line

Primeiro Encontro de membros do Setor Diocesano de Juventude será on-line

A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, no próximo 4 de julho, o INTEGRA, o Primeiro Encontro de membros do Setor Diocesano de Juventude. O evento será promovido on-line, pelo YouTube.

O INTEGRA quer responder ao apelo dos jovens que compõem os setores de juventude das dioceses do Brasil, que há alguns anos anseiam por um momento de encontro, como setor, de acordo com a Comissão. O evento será oportunidade para formação, troca de experiências e convívio entre os jovens, mas de forma virtual, por conta da pandemia da Covid-19.

Irmã Valéria Andrade Leal, assessora interna da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, recorda que este espaço de partilha entre jovens acontecia de forma mais esporádica: “Considerando que as expressões já têm seus encontros, pensou-se em dar esta oportunidade também para os membros ativos do Setor Juventude, as equipes de coordenação para fortalecer sua missão. Será um momento de enriquecimento mútuo e de deixar-se contagiar pelo entusiasmo da juventude do Brasil”.

Durante o evento, os jovens poderão compreender a ideia e o funcionamento do Setor Diocesano de Juventude, o “espaço que articulaconvoca e propõe orientações para a Evangelização dos Jovens, respeitando o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas, a organização e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns”, de acordo com as indicações do Documento 85 da CNBB “Evangelização da Juventude”. Tudo isso em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e do Documento de Aparecida.

O tema “SETOR DIOCESANO – POR QUÊ?” aprofundará a identidade do Setor Juventude. Para o padre Antônio Ramos do Prado, assessor externo da Comissão para a Juventude da CNBB, este momento também ajudará na tomada de consciência sobre a importância da sinodalidade e comunhão nesse espaço diocesano. “O Papa Francisco vem motivando os jovens a construir pontes e a negar todo tipo de separação, pois o jovem cristão de qualquer expressão juvenil faz parte da videira que é Cristo”, afirmou.

Programação

Das 14h30 às 16h00:
Tema: SETOR DIOCESANO – POR QUÊ?
• Layla Kamila – Jovens Conectados (moderadora), dom Nelson Francelino Ferreira,  bispo da diocese de Valença e Presidente da CEPJ (abertura) e padre Antônio Ramos do Prado (conferência).

Das das 19h30 às 21h00:
Tema: SETOR JUVENTUDE – ESPAÇO DE SINODALIDADE
• Layla Kamila (moderadora) e Irmã Valéria Andrade Leal (conferência)

 

Com informações dos Jovens Conectados

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Notícias da Igreja: Brasil

Comissão elabora subsídio “Amados e chamados por Deus” para o mês vocacional

Comissão elabora subsídio “Amados e chamados por Deus” para o mês vocacional

O Mês Vocacional, instituído no Brasil há quase 40 anos, vem celebrando e homenageando todas as vocações no decorrer das semanas de agosto.  Em cada uma das semanas deste mês, de domingo a sábado, todos são convidados a voltar as atenções para um grupo específico de vocações.

Neste ano, na primeira semana, de 2 a 8 de agosto, será recordada as vocações dos diáconos, presbíteros e bispos (ministérios ordenados). Na segunda semana, de 9 a 15, é a vez de lembrar da vocação do pai,  mãe e dos filhos (a família). Neste caso, em específico, a Pastoral Familiar celebra a Semana Nacional da Família, com subsídios específicos.

Na terceira semana do mês de agosto, de 16 a 22, é lembrada a vocação das pessoas de vida consagrada (aqueles que fazem os votos de Castidade, Pobreza e Obediência). A Semana Nacional da Vida Consagrada, a partir deste ano, é uma novidade no mês vocacional.

A quarta semana, de 23 a 29, a vocação dos cristãos leigos e leigas e seus diversos serviços na comunidade (ministérios não ordenados) é lembrada. E, no último domingo, dia 30, é celebrado o Dia dos Catequistas, homenageando e valorizando essa vocação tão importante nas comunidades.

Foi justamente pensando em formas de celebrar de forma concreta o mês vocacional e oferecer apoio aos animadores vocacionais que a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elaborou o subsídio “Amados e chamados por Deus”.

“Que todos possam adquirir esse subsídio e utilizá-lo nas bases, com todos os membros das equipes vocacionais”, afirma o assessor da Comissão, padre Juarez Albino Destro.

No subsídio, que está disponível no site da Editora da CNBB, há três propostas de terço vocacional, que poderão ser recitados em família ou em grupo, e três opções de “eventos” ou iniciativas que poderão ser organizados na comunidade: um encontro vocacional para despertar vocações; uma vigília vocacional; e uma leitura orante vocacional. Poderão ser realizados envolvendo – preferencialmente – os jovens.

As propostas, segundo a apresentação do documento, poderão ser utilizadas de acordo com as realidades e necessidades, sem uma ordem sequencial obrigatória. Para a abertura do mês vocacional no dia 1º, um sábado, há a celebração da Vigília Vocacional, por exemplo. E, na conclusão do mês, no dia 31, uma segunda-feira, o Terço Vocacional com os Mistérios da Luz.

Padre Juarez explica, ainda, que o subsídio trouxe a Mensagem do Papa para o 57º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. “Este ano ele resgatou quatro palavras vocacionais: gratidão, louvor, coragem, tribulação. São palavras bastante interessantes de serem aprofundadas para as reflexões durante esse mês de agosto e durante o ano inteiro”, salienta.

“Desejamos que os animadores vocacionais possam celebrar o mês vocacional com muita alegria e disposição, abusando da criatividade e contagiando as comunidades eclesiais para que se sintam vocacionadas e dispostas a dizer sim ao chamado de Deus, de ser operário e operária na messe do Senhor”, finaliza a Comissão na carta de apresentação do documento.

 

Acesse o site da Editora da CNBB e conheça também outras obras: https://www.edicoescnbb.com.br/